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segunda-feira, outubro 01, 2007

Sudoeste Alentejano

O Le Routard, apresenta o Alentejo com as seguintes palavras: "O Alentejo ocupa uma área de cerca de 1/3 de Portugal. A sua população representa apenas 6% deste país."

Odemira: o maior concelho de Portugal. 1720 km2. Cerca de 26mil habitantes.

26 mil habitantes.
Uma densidade populacional igual à da Noruega.
Todo o Concelho tem apenas 3 vezes mais habitantes que a minha escola.

Qual será o futuro daquela região?
Duas teorias. Uma é que a pressão imobiliária e turística na Orla Costeira vai "destruir" aquilo tudo, e os resultados são bem imagináveis. Outra é que a população idosa morre e não há juventude que queira ir para lá, acelerando o processo de desertificação.

sábado, junho 23, 2007

Construção em áreas ardidas

Em Março deste ano, o actual governo PS alterou o decreto-de-lei que proibia a construção em áreas florestais ardidas não classificadas como solos urbanos. Esta medida havia sido promulgada há 15 anos, devido a suspeitas de que muitos incêndios visavam perpetuar interesses imobiliários. Tendo em conta que, dessa data para cá, a especulação imobiliária se tornou um fenómeno cada vez mais generalizado (sendo notória a tríade composta por construtores civis/imobiliárias, câmaras municipais e clubes de futebol), esta alteração parece aumentar a fragilidade do meio natural face à iniciativa privada incendiária.

A liberalização da construção em áreas ardidas constitui apenas mais um indício da existência de uma política florestal assente em critérios economicistas. Ao invés de se encarar a floresta como um meio e um fim da conservação ecológica, investindo nas suas funções protectoras (regularização climática, retenção de águas pluviais, aumento da fertilidade dos solos), aposta-se na plantação desenfreadas de pinheiros e eucaliptos (conhecidas pela sua necessidade hídrica), destinadas à produção de madeira e papel.

O aumento do número de incêndios nos últimos cinco anos é igualmente expressão da desertificação das regiões interiores do país e do abandono dos terrenos anteriormente cultivados (e logo, do impacto positivo que áreas agrícolas poderiam ter na prevenção de incêndios, actuando como corta-fogos).

Em suma, constata-se um processo de institucionalização do incêndio florestal no quotidiano português e no imaginário social da sua população. Um incêndio é uma tragédia. Muitos incêndios, uma estatística.

segunda-feira, junho 04, 2007

Tertúlia com o Porf. Costa Lobo



Estão todos convidados.