O Le Routard, apresenta o Alentejo com as seguintes palavras: "O Alentejo ocupa uma área de cerca de 1/3 de Portugal. A sua população representa apenas 6% deste país."
Odemira: o maior concelho de Portugal. 1720 km2. Cerca de 26mil habitantes.
26 mil habitantes.
Uma densidade populacional igual à da Noruega.
Todo o Concelho tem apenas 3 vezes mais habitantes que a minha escola.
Qual será o futuro daquela região?
Duas teorias. Uma é que a pressão imobiliária e turística na Orla Costeira vai "destruir" aquilo tudo, e os resultados são bem imagináveis. Outra é que a população idosa morre e não há juventude que queira ir para lá, acelerando o processo de desertificação.
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segunda-feira, outubro 01, 2007
sábado, junho 23, 2007
Construção em áreas ardidas
A liberalização da construção em áreas ardidas constitui apenas mais um indício da existência de uma política florestal assente em critérios economicistas. Ao invés de se encarar a floresta como um meio e um fim da conservação ecológica, investindo nas suas funções protectoras (regularização climática, retenção de águas pluviais, aumento da fertilidade dos solos), aposta-se na plantação desenfreadas de pinheiros e eucaliptos (conhecidas pela sua necessidade hídrica), destinadas à produção de madeira e papel.
O aumento do número de incêndios nos últimos cinco anos é igualmente expressão da desertificação das regiões interiores do país e do abandono dos terrenos anteriormente cultivados (e logo, do impacto positivo que áreas agrícolas poderiam ter na prevenção de incêndios, actuando como corta-fogos).
Em suma, constata-se um processo de institucionalização do incêndio florestal no quotidiano português e no imaginário social da sua população. Um incêndio é uma tragédia. Muitos incêndios, uma estatística.
[in indymedia]
segunda-feira, junho 04, 2007
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